No mesmo instante em que soube da abertura do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática, dei pulos de alegria. Embora o projeto, a princípio, seja para a USP e sua comunidade, é um avanço para todo o Brasil. Mandei e-mail pedindo entrevista, mas com a correria desta semana, ainda não fiz. De toda forma, deixo com vocês, o vídeo com a explicação do serviço.
Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.
No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2ºC, como preconizado pela comunidade científica.

Quem levantou a bola foi dom Gil Giardelli. Depois de ler o livro Enough, de John Naish, Giardelli fez uma belíssima reflexão sobre nossos tempos de hiperconsumo. Em semana de anúncio do novo tablet da Apple – e da experiência constante dos efeitos das ações do lixo e do descaso com o ambiente –, é para se pensar muito sobre isso.
Adorei este trecho do post do Gil:
Robert Trivers da Universidade de Rutger, provou que ainda pensamos como na Era Pleistoceno, a Era do Gelo, quando a maior parte do planeta estava coberta por gelo (aproximadamente de 2 a 10000 milhões de anos atrás). Ou seja, ainda seguimos nossos instintos e acumulamos mais e mais.
Os grandes problemas ambientais de hoje não serão resolvidos sem uma revolução na cultura global. É o que diz o relatório “State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability” (“Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: Do Consumismo à Sustentabilidade”, ainda sem versão em português), lançado no dia 12 pelo Instituto Worldwatch.
Segundo o relatório, hoje as pessoas encontram significado e satisfação no que elas consomem. E essa orientação cultural tem duras implicações para a sociedade e o planeta. Um cidadão dos Estados Unidos, por exemplo, consome em média, todos os dias, mais do que seu próprio peso. Se todo o mundo vivesse assim, a Terra só poderia suportar 1,4 bilhões de pessoas.
Desde 1960, o consumo aumentou seis vezes, diz o estudo, citando estatísticas do Banco Mundial. Mesmo levando em conta o crescimento global da população, isso quer dizer que hoje cada pessoa consome, em média, três vezes mais que há cinquenta anos. Isso levou a aumentos similares na quantidade de recursos explorados – seis vezes na extração de metais do solo, oito vezes no consumo de petróleo e 14 vezes no consumo de gás natural. No total, são 60 bilhões de toneladas de recursos extraídas anualmente, uma elevação de quase 50% se comparada com trinta anos atrás.
No século 21, com toda a eficiência que já conseguimos desenvolver, não precisamos de tanto. Melhor ter guarda-roupa enxuto (e local, lembre); comida na medida, equipamento necessário – sem excesso de atualização. Embora os Postos de Entrega Voluntária se espalhem, São Paulo, maior cidade do país, ainda recicla apenas 5% do seu lixo. E são 15 toneladas diárias. Fiz neste começo de ano um exercício de redução de lixo. Resultado: caí de dois sacos de 30 litros de lixo por semana para um.
Há formas bacanas de reduzir que pedem comunidades. Exemplo: pais e mães das escolas particulares aqui em São Paulo fazem bazar de trocas dos livros escolares dos filhos. O resultado é economia pura! Lá no LuluzinhaCamp a gente também faz isso no bazar de troca – que nos permite dar destino a livros, perfumes, roupas, bijus. Comprar alimentos em grupo também é vantajoso para o bolso – principalmente quando o fornecedor é o Ceagesp (ou o congênere em sua cidade).
O final da história é: se a gente diminuir muito o nosso consumo – e rápido – não demora para a gente baixar o índice indecente em que cada pessoa consome duas vezes e meia o que o planeta pode sustentar. E nossos filhos e netos terão futuro garantido. Já pensou nisso?
Outra resenha interessante do livro do John Naish está no Go Greener (em inglês)
foto de Compound Eye em CC

Eu queria mesmo escrever sobre o Ano Internacional da Biodiversidade (2010). Mas o Alex Piaz fez o favor de avisar que a gente está com um problemão hídrico em São Paulo e eu não resisto. O Sistema Cantareira que abastece boa parte da capital paulista está sobrecarregado de água, graças às chuvas muitas deste começo de ano. A grande ironia é saber que teremos de “jogar água fora” (comporta abaixo) agora e evacuar de centenas de pessoas das margens do sistema e que em breve, a torneira vai secar.
Direto lá do De Olho nos Mananciais, feito pelo ISA:
O Sistema Produtor de Água Cantareira é considerado um dos maiores do mundo. Sua área total tem aproximadamente 227.950 hectares (2.279,5 Km²), e abrange 12 municípios, sendo quatro deles no estado de Minas Gerais (Camanducaia, Extrema, Itapeva e Sapucaí-Mirim) e oito em São Paulo (Bragança Paulista, Caieiras, Franco da Rocha, Joanópolis, Nazaré Paulista, Mairiporã, Piracaia e Vargem). É composto por cinco bacias hidrográficas e seis reservatórios interligados por túneis artificiais subterrâneos, canais e bombas, que produzem cerca de 33 m3/s para o abastecimento da Região Municipal de São Paulo, o que corresponde a quase metade de toda a água consumida pelos habitantes da Grande São Paulo.
Preciso dizer que tudo isso está sob forte pressão por conta do crescimento do uso do solo? E que para dar conta do abastecimento atual de sua população, são necessários oito sistemas produtores de água, que produzem aproximadamente 68 mil litros de água por segundo (ou 5,8 bilhões de litros de água por dia), uma quantidade de água suficiente para encher 2.250 piscinas olímpicas por dia?
Além das famílias sob risco, nós moradores desta urbe enlouquecida e maravilhosa, corremos o risco de ficar sem água. Que tal um pouquinho de eficiência na produção? A gente pode ajudar, sempre, ficando de olho nos vazamentos, tanto dentro como fora de casa, e economizando.
foto: Ariful H Bhuiyan, em CC

Hoje eu quase caí da cadeira. Descobri que existe um escritório da Sea Shepherd no Brasil – que se chama Instituto Sea Shepherd do Brasil (ISSB) para facilitar. Acompanho sempre as aventuras e desventuras dos voluntários desta ONG no Animal Planet. Esta semana a ONG sofreu a perda de um de seus navios, o Ady Gil – a fotógrafa brasileira Bárbara Veiga colocou notícia a respeito no blog. E foi abandonada pelo Greenpeace numa operação de salvamento de baleias na Antártida. O resultado prático, segundo o Adriano Echeverria, diretor de comunicação (voluntário) da ONG: em vez de mil baleias, o Sea Shepherd conseguiu salvar “só” 500.
A entidade usa, nestas campanhas, métodos nada politicamente corretos. São, sim, agressivos. Quando falei sobre isso com o Adriano, ele não titubeou (o que muito me agrada): “Quando se mexe com um filhote de qualquer animal, a mãe ataca”. Inclusive baleias, diga-se, que costumam ser gigantes de docilidade. Passada a pequena diferença, Adriano contou muito sobre a ONG no Brasil:
No blog, há um roteirão bacana de como se filiar e militar. Eu, por exemplo, vou colaborar com o Adriano para tornar a presença do Sea Shepherd no Brasil conhecida. Você também gostou da idéia? Entre em contato com eles!
foto: Peat Bakke, em CC

O Conjunto Nacional, em São Paulo, é referência em reciclagem na cidade. Com 16 anos de vida, o programa recolhe, hoje, 16 toneladas de vidro, plástico, papel e alumínio, já devidamente separados pelos condôminos, com uma logística de manejo humana e justa. E, desde 2001, eles não têm dúvidas: usam este material para produzir a decoração de fim de ano. Em 2009, todo tipo de material foi usado. Na fachada, arcos feitos de PET e alumínio iluminados. Dentro, anjos. O que mais impressionou esta blogueira, entretanto, foi a árvore de Natal, em frente à entrada do Horsa I (uma das alas de conjuntos comerciais). A árvore consumiu mais de 20 mil garrafas PET, tem bolas criadas com retalhos de alumínio (lindas) ebrinquedos mais que criativos feitos com material reciclado. Um exemplo de que boa parte do lixo pode – e deve – ser transformado em beleza. Melhor ainda: é a mesma árvore que foi usada ano passado, de novo montada. Há apresentação de como fazer na galeria de fotos do site. foto: divulgação
Confesso que encantei quando vi esta linda entrevista com a Taís Lucílio, uma empreendedora que participou do TEDxSãoPaulo. Compartilho com vocês.
O eclipse parcial que ninguém viu aqui no sudeste brasileiro depois da festa, a caminhada. ruas de sampa palmilhadas: henrique schaumann - cemitério são paulo (dois carros com duas duplas de moços bobos, ninguém merece) – atravessar H. Schaumann (como brilham os holofotes sobre a faixa!) - benedito calixto (estranho ver a praça vazia, as vitrines apagadas e as luzes piscando pelos prédios) - rua lisboa (eu morei aqui aos 7 anos, as casinhas foram derrubadas, sobe mais um prédio…) - travessa cujo nome nunca guardo e suas casas lindas (uma delas com uma guirlanda iluminada na porta) - chuvisco leve e brisa embalam pela joão moura abaixo (atravesso a rebouças e a gabriel monteiro da silva… a casinha onde funcionava a fundação brecheret, lindinha, já está em reforma, vai virar outro monstrengo moderninho) – rua atlântica, chique, ainda tem guarda noturno com apito (gosto de infância, este apito) - estados unidos – haddock lobo (cada prédio tem uma ou nenhuma janela iluminada.

Há três anos, bem no comecinho do blog, descobri o que era comércio justo, durante uma caminhada pelo bairro.
O Fábio Yabu voltou – para alegria de todos os internautas que sentiram falta dos seus ótimos cartões de Natal e Ano Novo ano passado. Em versão digital ou PDF eles estão à disposição de todos. Adivinhem só quais serão os meus cartões este ano? Só por e-mail, claro, que não vou imprimir nadica, esqueçam. O meu preferido? É este aqui