Soja não poluente
12.04.09 - 6:09 | Categorias: Rede Ecoblogs

biodiesel

A respeito de meus posts sobre o hábito de comer proteína de soja, o querido amigo Valter Ferraz enviou-me um de seus comentários questionadores e inteligentes:

“Você já pensou em quantas toneladas de Co2 são despejadas na atmosfera para se produzir uma tonelada de farelo de soja? Pois a cultura da soja é totalmente mecanizada. Haja diesel para o maquinário!”

Pois bem, em relação ao questionamento do Valter, felizmente já existe a preocupação de algumas empresas, como a Alpro, que produzem a soja, em diminuir o impacto ambiental. É possível sim, diminuir a quantidade de caminhões  que fazem o transporte da soja. Com embalagens recicláveis que ocupam menos espaço, basta um caminhão para transportar material suficiente para quase um milhão de embalagens de cartão de 1 litro. Desta forma, todos os anos a empresa Alpro evita que cerca de 10.000 caminhões circulem nas estradas.

De acordo com o Ministério da Agricultura, há um programa de plantação do dendê para a recuperação de áreas devastadas. O dendê utilizado para a fabricação de biodiesel protege o solo além de ser uma atividade que gera mais empregos. No Brasil e no mundo, se utiliza o biodiesel misturado ao diesel comum, em variadas proporções. O governo federal brasileiro desenvolveu o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, e espera-se que o Brasil triplique sua produção anual do biocombustível até 2012.

Da mesma forma, há também empresas comprometidas com o reflorestamento visando a diminuir o impacto provocado pelo desmatamento. O cultivo de grãos na Amazônia, entre eles a soja, intercalado com o plantio de árvores, a fim de promover o reflorestamento, é uma alternativa para a recuperação de áreas já degradadas da floresta.

Continuo defendendo a ideia de que a proteína vegetal de soja é uma alternativa para obter um grande impacto positivo no ambiente por vários motivos. A soja requer dez vezes menos terreno para sua plantação e necessita de cem vezes menos de água. Ajuda a combater o aquecimento global, pois cada kg de proteína animal que deixo de consumir são menos emissões de CO2 lançadas no ambiente, equivalentes ao percurso de um carro por 100 km. É uma dieta mais saudável e mais solidária com o ambiente natural e animal.

A propósito, estou há 14 dias sem comer carne alguma. O desafio 30 dias sem carne continua…

imagem: daqui
© 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados

Soja não poluente
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Comentários
2 Comentários no post: Soja não poluente
glenn
12.04.09 - 10:08

só espero que o dendê não cause tanta destruição como em bornéu.

sebastião simão filho
13.04.09 - 15:41

Òtimo seu diálogo com Valter Ferraz. Valter seu espírito questionador, até mesmo as boas intenções devemos questionar, pois, como diz o ditado, delas o inferno está cheio. Mas realmente o consumo de soja é, por todos os lados, a melhor alternativa. Eu sou atualmente vegano, e a mais de 20 anos não como nenhum tipo carne (vermelha, branca), tenho 44 anos, corro, faço acrobacia. Nunca tive nenhuma tontura, nunca desmaiei, etc. E mesmo que não queiramos tocar no assunto de se devemos/temos-o-direito de matar outro animal para nosso prazer alimentar, , se rpetendermos sempre ficarmos no campo “prático” do econômico, do ecológico, no mesmo espaço-tempo-geográfico em se produz 450 quilos de carne, é possível se produzir toneldas e toneladas de produtos vegetais (batatas, inhame, cenoura, beterraba, milho, vejão…). E, Denise, parabens pelo seu objetivo/desafio de trinta dias sem carne nenhuma. Torço que você goste da experiência e prolongue para três meses, um ano, cinco anos, enfim, para o resto da vida. As mães vacas, as mães galinhas, as mães peixes agradecem.
Abraços.


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